quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Eu's mEUs.





Cada pessoa que passa por nos, nós da um pouco de si...
mas são tantas pessoas que vem, e vão...
que no fim todos esses poucos se tornam muito...
Tantos ''eus'' que não eram meus, e que agora apresento como parte de mim...
Sou tanto de mim quanto de todos que ja conheci.


vocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocês
vocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocês
vocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocês
vocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocêsvocês
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"Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu, porque a vida só se da pra quem se deu...Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair. Pra que somar se a gente pode dividir?..."

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Já fui Alfredo e Meg...



Era um dia especial e único como todos os outros, e até aquele momento, La pelas cinco da tarde, foi monótono como nenhum havia sido, a tarde chegava a dar sono...
Foi ai que, exatamente as: 17:04. Conheci Meg, e ela me fez acordar...
Primeiro ela estava na rua, passando em frente ao restaurante onde eu estava(vendo o dia entardecer), e em um instante, quando dei por mim, eu e ela já estávamos conversando...
- Olá, meu nome é....
- Meg? ...
- Sim, Como sabia?
- não sei, só sabia, acho que a senhora tem cara de Meg...
- Ah! Então você tem cara de Alfredo... E não me chame de senhora, isso me faz parecer velha.
- Desculpe-me. Senhorita Meg então? Acho que combina melhor mesmo, as duas palavras me lembram francês, e a senhora, ou melhor, senhorita, tem cara de quem já viveu na frança...
- Se você diz... Eu devo ter estado La, só não me lembro bem... Alias, não lembro de muita coisa, mas lembro que costumava escrever, amava escrever... Em algumas paginas, sim, em pelo menos algumas linhas, já fui francesa... Eu sempre sonhei acordada, desde muito nova, mas, um dia, a vida me adormeceu...
- A vida lhe adormeceu? Como assim?
- Trabalhos, estudos, obrigações... Eu sonhava com liberdade... Mas ao custo dela foi alto, rapidamente parei de sonhar acordada, depois de escrever... E quando percebi, minhas tarefas me consumiam tanto que eu mal dormia, e quando o fazia, o cansaço inibia até os sonhos dormindo...
- A vida lhe adormeceu, ou você adormeceu pra vida?
- Não sei bem agora... Só sei que, do mesmo jeito que, do mesmo jeito que quando se dorme e acorda, a vida passou em um fechar e abrir de olhos, e tudo que aconteceu, é só memória - quando eu lembro -. Talvez seja essa a grande semelhança entre o sonho e o real, quando passam, ambos viram somente memória...
- A senhorita disse: “...Fechar e abrir os olhos...”. Quando a senhorita abriu os olhos?
-Não lembro direito quando abri, e sim quando me dei conta de ter-los aberto: Foi quando te vi, ou melhor, quando você me viu. Quando adormeci para a vida, parei de sonhar, mas não de ter pesadelos, alias, tive um só pesadelo, único e interminável, deixei de ter pessoas me controlando diretamente mas, em um mundo no qual o dinheiro compra vidas, acabei vendendo a minha, e vendi a prestações as quais paguei até esta tarde, as: 17:04. Durante o pagamento tive somente uma sobra, uma sobrevida. Vim , vi, sobrevivi, mas não vivi... Foi isso, assim como nunca se sabe quando exatamente os sonhos começam, não sei exatamente quando abri os olhos...
- É estranho você falar em sonhos... Eu estava quase dormindo quando você apareceu...
- Que bom que te mantive acordado então, devia ter a sua idade quando comecei a fechar os olhos...
- Obrigado...
- Tenho que ir, quero ver o pôr do sol do alto da torre Eiffel hoje...
- Mas não estamos longe demais da frança ?!
- Au revoir Alfredo...
-Au revoir senhorita Meg...

*Meg aparentava ter em torno de 70 anos, tinha olhos azuis, e cabelos brancos assim como sua pele, usava uma touca de lã, bolsa de lã e vestido branco com flores azuis e rosas, e um casaco cinza. Ela parecia ser ainda mais velha falando, tinha um ar de quem viveu muitas vidas... Mas seu espírito, esse era muito mais jovem que eu...

*17:11, Acordei de novo, espero continuar assim...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O sonho de um camarada d'água.







Musica cura tudo!(menos surdez...) ...



As notas certas, com certeza se fizeram notar, o violino de galdino como sempre foi divino ! Os graves n'alma gravavam-se(,) por baixo.







As bailarinas dançavam de ponta-cabeça, e voavam em cordas em plena selva de pedra. As pessoas pulavam, cantavam e GRITAVAM, as palmas celebravam e marcavam os ritmos
A lua iluminava, os holofotes iluminavam e as pessoas eram iluminadas... Mas nada em todo aquele brilho tinha mais luz do
que as musicas...
Pessoas! Fernando(Rosa), Pessoas! Fernando(Anitelli), Pessoas!


As batidas do meu coração se misturavam com a percussão e com o contrabaixo, meus olhos piscando(isso quando eu conseguia piscar) se misturavam com as luzes, e a felicidade estava em todo lugar.