sábado, 10 de outubro de 2015

Children, don't stop dancing. Believe: you can fly!

As vezes ouvimos musicas quase aleatórias, que trazem memorias nem tão aleatórias assim. Hoje, ouvindo uma delas, que deu titulo a essa postagem, me lembrei das diversas vezes em que filmes, series ou livros, referiam-se a "adultos" entre dezoito e talvez vinte e tantos anos como "crianças". Muitas vezes isso se deve ao momento histórico em que a narrativa se passa, outras vezes se trata de imaturidade, mas em alguns poucos casos refere-se ao fato de ser ou não "criança".

Biologicamente, já foi fácil intitular alguém como criança, fosse por idade cronológica ou por experiencia de vida. Será que é tão simples assim?

Não me entendam mal, por tal rotulo "criança" não quero eximir-me de responsabilidade, mas há um trecho de certo livro que explica isso melhor:

"Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência."           (Jonstein Gaarder)

Talvez seja só outra crise de idade. Sim, sou jovem. Sim, assim como todos, estou envelhecendo,

Tenho 24 anos, e vou me mudar(Pela primeira vez na vida!). Vai ser "minha casa"(financiada pela caixa, mas assim que pagar será minha sem aspas). Então por que estou assustado? Qual a relação de me mudar para minha primeira casa(própria) com o paralelo de ser-ou-não-ser-criança?

É simples, mas vou explicar. Recentemente meus amigos começaram a me chamar de "tiozão". Tive uma assembleia de condomínio na qual eu tinha pelo menos uns 10 anos a menos do que a maioria e talvez 20 anos a menos que a metade dos membros.

Perguntas do meu "eu questionador"
-Que diferença isso faz para a humanidade? -Nenhuma.
-Até que ponto isso nos ajuda a encontrar um sentido para a vida? -Nem que seja a nossa? Não ajuda.
-Para quem você está escrevendo isso? -Para mim mesmo, ou quem sabe para ninguém.

-Plausível...
-Para um monologo.


Um comentário:

  1. Engraçado, eu estou relendo esse certo livro e tenho pensado bastante sobre esse momento em que você deixa de ser criança e se torna adulto que parece o ponto G de tão polêmico que é, ninguém sabe onde fica, todo mundo sabe onde fica, um diz que existe, outro diz que não existe e por aí vai. Esse pelo de coelho tá mais pra pau de sebo, você se esforça loucamente pra subir mas também quando desiste parece que cai de vez com a bunda no chão.

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